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A um passo da FUVEST: Calma
quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Por Professor Luiz Cláudio Jubilato

Vou cometer uma heresia para muitos, mas é verdade nua e crua: O mal da FUVEST é ser FUVEST. Como assim? Perguntaria você, estressado vestibulando. Você faz provas muito mais difíceis na escola, muito mais complicadas, porém, agora, sua mente virou um deserto, porque está chegando a FUVEST.

Seus problemas: a) você já está “morto” e de “saco cheio” de fazer os 300 vestibulares para os quais se programou; b) não aguenta mais ouvir falar de vestibular; c) não aguenta mais ver cara de professor; d) aulas extras e revisões são uma tortura, causam-lhe arrepios: e) Criaram um “monstrengo” para você e você engoliu a lenda, agora não sabe como não acreditar; f) olhou a concorrência e acha que não terá “pique” para matá-la; g) não consegue dormir com medo de não passar; g) seu estômago está ruim, sua cabeça está doendo e sua auto cobrança está lhe matando.

Você, no entanto, se esquece de que o seu concorrente viu a mesma coisa, passa pelas mesmas experiências e tem tanto medo da FUVEST quanto você de não passar. Já pensou em fazer o contrário? Pensar em passar? Não quer se “iludir”? Isso é coisa de quem não definiu uma estratégia. De quem já quer arrumar uma desculpa para o próprio fracasso. Vestibular exige estratégia. “Não tem essa de eu vou lá e, chegando lá, eu se viro”. É a guerra pelas vagas. É “briga de cachorro grande”.

Há um famoso treinador de futebol que diz: “O medo de perder tira a vontade de ganhar”. A série “The Games of Thrones” (A guerra dos tronos) começa com a frase: “Se você tem medo de perder, já perdeu”. Cuidado: você está perdendo a vaga para você mesmo. Virou seu pior competidor. Apega-se às desculpas e não aos fatos.

Vamos a algumas dicas:

1)     A prova é para leitores atentos, senão você erra a questão por causa de uma palavra propositalmente “mal colocada”. Os textos são longos e você tem de ter paciência: artigo raro hoje em dia.

2)     Geralmente é uma prova que traz muitas imagens: charges e infográficos. As opções devem ser lidas anteriormente, porque direcionarão a sua busca. O que “achar” nas imagens? Se ler os infográficos primeiro, vai errar.

3)     Quanto às questões interdisciplinares: um trecho de uma obra literária pode servir de base para uma questão de biologia (a malária em Sagarana e a varíola em Capitães da Areia, por exemplo) ou de geografia (floresta equatorial em Mayombe e a caatinga em Vidas Secas) ou de história (Era Vargas – Capitães da Areia e Vidas Secas; Guerra Civil de Angola – Mayombe).

4)     Quanto à literatura: trechos das obras literárias sempre associam um fato ou personagem de uma à outra, por exemplo: o marxismo em Mayome e em Capitães da Areia; O boi vê o homem de Claro Enigma e Conversa de Bois de Sagarana; dois fatos ou personagens dentro da mesma obra, por exemplo: a epopeia de Augusto Matraga (A hora e a vez de Augusto Matraga) e Cassiano Gomes (Duelo). Personagens, enredos podem ser ligados a fatos atuais, por exemplo: o papel da mulher em Cortiço, Mayombe, Vidas Secas…

5)     Quanto à gramática, as questões podem ser resolvidas pela análise atenta dos textos oferecidos, com destaque para as “variantes linguísticas”, uso de “conjunções”, “regência” e “concordância”.

No mais, juízo e excelente prova.

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