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Referências da mitologia podem incrementar redações no vestibulares
Professor Marcelo Góes do Criar mostra como relacionar temas da mitologia grega e nórdica com questões atuais nas redações dos vestibulares
sexta-feira, 09 de novembro de 2012

Um cenário de heróis, ninfas, deusas, sátiros, sereias. O campo da mitologia grega e nórdica é vasto e tem uma simbologia que mesmo hoje, três mil anos depois, faz sentido quando comparado a questões atuais. Civilizações como a grega criaram muitos mitos para propagar mensagens. Na época, o objetivo era apenas preservar a memória histórica de seu povo. Mais que cumprida, a meta foi superada, pois a mitologia grega é estudada, relacionada e interpretada por diversos povos e gerações e serve até hoje como analogia para questões e significados relacionados a fatos políticos, econômicos e sociais. Temas da mitologia servem como bons argumentos numa redação de vestibular e podem enriquecer o repertório de um estudante, mostrando seus conhecimentos gerais e culturais. Segundo o professor do Criar – Língua Portuguesa e Redação, Marcelo Góes, os gregos criaram uma série de histórias de cunho imaginativo que eram transmitidas através da literatura oral. O mesmo ocorre com a mitologia nórdica, também chamada de mitologia germânica, mitologia viking ou mitologia escandinava. Esta mitologia trata do conjunto de religiões, crenças e lendas pré-cristãs.

O universo cultural criado pelas mitologias retrata lendas e mitos e estabeleceram importantes fontes de informações para o entendimento da evolução destas civilizações. “São histórias e personagens que traduzem informações psicológicas, econômicas, materiais, artísticas, políticas e culturais”, explica o professor Marcelo Góes.

Durante a Semana Especial do Enem 2012, promovida pelo Criar entre os dias 29/10 e 1/11, Góes ministrou palestras sobre os “Mitos na Redação”, traçando relações da mitologia com temas atuais.

Uma das personagens gregas lembradas pelo professor é Cassandra. Ela recebeu do Deus Apolo o dom da profecia, mas como se recusou a ter relações íntimas com ele, foi amaldiçoada e ninguém jamais acreditou nas suas previsões. O professor Marcelo explica que a história pode ser relacionada com a descrença das pessoas sobre questões atuais. “A ecologia, por exemplo, é um tema que está sendo debatido desde a Eco92 mas as pessoas ainda não levam a sério”, afirma.

Outro personagem da mitologia grega citado é Tirésias, um famoso profeta cego de Tebas. Por ter sido homem e mulher, o personagem conhecia as fraquezas e prazeres de cada sexo. Para o professor Marcelo, a história do personagem pode ser relacionada, em uma redação, com os movimentos sociais, feministas, homossexuais, negros, entre outras manifestações da sociedade atual. “O interessante desta história é que Tirésias sabia se colocar no lugar do outro. Quando nos colocamos na posição das outras pessoas, conseguimos entender melhor o preconceito que sofrem”, explica.

Sobre a mitologia nórdica, o professor destaca o personagem Tyr, o Deus que arriscou colocar a mão na boca do lobo Fenrir, como garantia de acabar com o mal que este estava provocando. “Tyr abriu mão de um pedaço de si para salvar os outros”, diz o professor. “Podemos relacionar este trecho em uma redação mostrando como algumas pessoas abrem mão de alguma coisa por algo melhor”.

Saiba mais sobre ícones da Mitologia Grega

  • Heróis: seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos: Herácles ou Hércules e Aquiles.
  • Ninfas: seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade aos homens.
  • Sátiros: figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
  • Centauros: corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
  • Sereias: mulheres com metade do corpo de peixe, que atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
  • Górgonas: mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa
  • Quimera: mistura de leão e cabra que soltava fogo pelas ventas.

Influências da mitologia nórdica

Os deuses germânicos deixaram traços no vocabulário moderno. Um exemplo desta influência são alguns dos nomes dos dias da semana, disseminados pela língua dominante antiga, o latim, que definia os dias como Sol, Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus e Saturno. Veja quadro abaixo:

Dia Alemão Italiano Espanhol Origem (respectivamente no alemão e italiano/espanhol)
Segunda-feira Montag Lunedì Lunes Dia da Lua (nos três idiomas)
Terça-feira Dienstag Martedì Martes Dia de Tyr | Dia de Marte
Quarta-feira Mittwoch Mercoledì Miércoles Meio da Semana | Dia de Mercúrio
Quinta-feira Donnerstag Giovedì Jueves Dia do Trovão | Dia de Júpiter
Sexta-feira Freitag Venerdì Viernes Dia de Freyja | Dia de Vênus
Sábado Samstag Sabato Sábado VeSabá | Vem do latim Sabbatum- dia dedicado ao ao repouso.
Domingo Sonntag Domenica Domingo Dia do Sol | Do latim Dominus, Dia do Senhor.

 

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