Criar Redação Unidades      Instagram     Facebook     YouTube     Telefones     Contato       
Você está aqui: Home > Poeta de Gaveta
Por QUE NINGUÉM LÊ POESIA?
Por que ninguém lê poesias? Porque o poeta não tem razão, muito menos a solução, para coisas mundanas como acabar com a corrupção.
Por que ninguém lê poesia? Porque a claridade, a realidade, a obesidade não interessam ao poeta, mas as pessoas esperam que interceda por elas, quando chegar a hora certa.
Por que ninguém lê poesia ? Porque não interessam ao poeta, o preço da carne ou a verdade da lucidez. Interessam-lhe sim a cupidez , a loucura, a embriaguez.
Por que ninguém lê poesia? Porque a poesia não está na epiderme, mas no cerne de quem a vê. O leitor de hoje só olha pra fora tentando adivinhar o futuro; não pra dentro de si, pois sempre tem medo do escuro.
Por que ninguém lê poesia? Porque o leitor de hoje é um ser imediatista, quer ter nas mãos uma lista das obviedades que possa consultar.
Por que ninguém lê poesia? Porque o leitor procura na epiderme dela as belezas que pretende encontrar, porém poetar é muito mais complexo, significa usar várias máscaras na arte de manipular.
Por que ninguém lê poesia? Porque a poesia arrebenta com as convicções e é, por vezes, atemporal, porém os donos desse mundo louco trataram de fazê-la dispensável embotando o raciocínio para que acreditemos ser ele concreto e sempre atual.
Por que ninguém lê poesia? Porque o homem de hoje nada lê, prefere a rapidez da internet ou a repetição idiota da tevê.
Por que ninguém lê poesia? Porque nela existe divisão de classes, o leitor verá rimas ricas e rimas pobres, como também lerá versos simples e versos nobres. Essa diversidade tem sua explicação, acabar com a monotonia na diferenciação.
Por que ninguém lê poesia? Porque muita gente só quer diversão, porém a temática geralmente abordada estimula mais a reflexão.
Por que ninguém lê poesia? Porque o leitor mais apressado acredita que é obrigação do poeta falar apenas de amor. Ele não tem o direito e o dever de falar do que quer que seja ou seja lá quem for.
Prof. Luiz Cláudio Jubilato
 19 de janeiro de 2013
seja o primeiro a comentar 
MAIS QUE NADA

Contra tudo o que sinto na minha pele

Apesar das decepções que trago comigo

Com o esperma quente das noites de sexo

Risco meu coração com a crença de que os homens são bons

E apesar da sua ambivalencia, da sua eterna adolescência,

Vale a pena Viver.

Com os olhos presos no céu

Vejo figuras carimbadas nas nuvens.

Minha pele se arrepia

Já não sou mais criança

A menina que provoca minhas reações me faz perceber

Já não sou mais criança

Preciso parar para crescer

Não deveria mais ostentar ilusões

No entanto, elas insistem em m perseguir à noite, quando, suado, não consigo  dormir.

Ou na garatuja em que se transformaram meus versos, depois da minha consciência

De que existo, logo penso… Até quando for possível.

 

Luiz Cláudio Jubilato

 18 de janeiro de 2013
seja o primeiro a comentar 
ESTAR AQUI

NÃO SEI POETAR, mas, se soubesse, viveria intensamente a textura das palavras

e sua multiplicidade de máscaras, roupas, sons e tons…

NÃO SEI DANÇAR, mas, se soubesse, viveria as partes do corpo, como se redigisse um poema

ora sapateando para dar consistência às palavras, ora cantando para dar ritmo aos versos

ora rodopiando para envolver o leitor

NÃO SEI CANTAR, mas, se soubesse, usaria a voz para encantar as pessoas,

ora arrebatando-as com os sons graves, ora enlouquecendo-as com os tons agudos,

ora levando-as ao delírio com a melodia.

NÃO SEI AMAR, mas, se soubesse, saberia poetar, dançar e cantar com espontaneidade

Não teria esse sapato impregnado de distâncias nem essa camisa suja de tempo

NÃO SEI MATAR, mas, se soubesse, carregaria a vida dentro de mim

só para arrancá-lá do peito a fórceps para jogá-la na vala comum de um mau poema

ou na temática tosca de um romance sem fim

PORQUE o problema maior não consiste em arrastar nas veias a vida e a morte

É estar aqui.

 

Luiz Cláudio Jubilato

 28 de dezembro de 2012
seja o primeiro a comentar 
OS HOMENS

Ainda que eu coma como eles, não sou um homem

Ainda que  eu queira como eles, não sou um homem

Ainda que eu mate como eles, não sou um homem

…………………………………………………………………………..

Só serei um homem se eu tiver sucesso

Só serei um homem se eu puder mandar  sem ser contestado

Só serei um homem se eu tiver poder

 

Luiz Cláudio Jubilato

 24 de dezembro de 2012
seja o primeiro a comentar 
Eu vi um menino correndo

Eu vi um menino correndo… E vi também um adulto se escondendo. Era uma esquina de uma cidade como essa em que gente vive. Mas, que gente? Demente? Doente? Ausente? Não sabemos dela, de nada, nem de nós, nem de ninguém. Passamos o tempo correndo, porque corremos atrás do prejuízo. Quando o encontramos, não há mais o que fazer. Mais um ser humano perdido, invisível, desprezível, indizível. Impossível.

Eu vi um menino morrendo… E vi ‘otoridades’ se escondendo. Não vi gente indignada gritando. Menos um FEBEM, NINGUÉM. Roubo. De quem? O homem sem cabelos e sem desvelos morreu. Perdeu o dinheiro. O menino sem dinheiro e sem futuro. Perdeu a vida. Único bem. Único fardo. Estendido na calçada. O sangue pisado, fedido, talhado.

Ilustração: Obra de Antonio Veronese

Ilustração: Obra de Antonio Veronese

Eu vi um menino sofrendo… E todo mundo se escondendo. Do presente esquálido, de futuro maltrapilho. Nenhum grão de comida no inchado ventre vazio. Nenhuma perspectiva no imenso vazio da cidade. Sem pai, sem mãe, sem enredo. Vi também pessoas passando. Ninguém parando. Muito menos se importando. Gente do lixo. Lixo de gente. São apenas passantes. Seres itinerantes. Meros viajantes de uma morte sem fim.

Eu vi um menino matando. Eu vi a vida. Escapando no meio dos dedos. Manchando a calçada. O solitário, otário, caiu sangrando, cagando na entrada da feira. Seminu, comida de urubu, nas manchetes dos jornais. Não vi nenhum educador, somente o infrator, canino, sem seu destino, ainda menino, dentro do camburão. A sirene da polícia. A raiva entre os dentes. O soco no olho. Caolho. Indiferente. O buraco no ventre. As vísceras de fora. Agora. Na primeira página. Terror. Torpor. Horror.

Eu vi um menino cantando… Canções de guerra. Tinha a intenção de revirar a terra, para plantar. Menino sem futuro, menino no escuro; criança que nunca soube criançar. Menino velho, enrugado, seco decrépito que jamais soube brincar. Menino abandonado, viciado, violentado, fácil de cooptar. Sem identidade, sem verdade, sem vontade de continuar. Menino nervoso, raivoso, fácil de manobrar.

Eu vi um menino fumando… Um delinquente. Vi seu futuro demente, inconsequente. Não vi um padre trabalhando, nem um voluntário se esforçando, nem uma ‘otoridade’ planejando para fazê-lo parar. Vi o menino avião, extenuado, no chão, como na tela no cinema. Onde miséria é apenas estética, tema e não uma arena onde gente é comida de gente, cuja humanidade é fácil de arrancar. Filho do tráfico, do traficante, meliante, que o estado ajuda a forjar.

Eu vi um menino andando… Não vi o rumo. Vi-o se esgueirando entre os carros numa esquina. Uma esmola pelo amor de Deus, pelo amor dos seus que um dia ele pode matar. Só não vi ninguém se esforçando para fazer o seu futuro mudar. Eu vi um menino riquinho abaixando o vidro para vê-lo esmolar. Ele descobrirá facilmente que a morte é coisa rápida, que a vida daquele menino irá ceifar. Um presente sem futuro, cujo ódio a sociedade irá eliminar.

Eu vi a gritaria dos maus… Vi também o silêncio dos bons. Todos querem salvar o planeta para os seus filhos, mas quando irão salvar os seus filhos para o bem do planeta? Vi muitas bandeiras se agitando, vi muita gente falando, sem jamais olhar para o umbigo. Sem jamais olhar para o lado. Só olham para a frente, sem prestar atenção ao passado, acuado, sem história para contar. Vi a ignorância dos tolos. Mas, vi a omissão dos acomodados. Vi a predição dos resignados. Mas, vi também uma semente nos olhos dos indignados que, quem sabe, um dia, resolvam parar de falar para começar a trabalhar para mudar.

Luiz Cláudio Jubilato

 03 de dezembro de 2012
seja o primeiro a comentar 
Mestre

Já fui como uma muda.

Mas com cuidado e dedicação fui crescendo e me tornando uma planta.

Sempre tendo um mestre ao meu lado, me desviando das ervas daninhas e me podando.

Agora já posso dizer que sou uma árvore, forte, com as raízes bem presas ao chão.

O que posso dizer devo tudo isso aos mestres que passaram em minha vida, me orientando, me instruindo, me passando o seu conhecimento.

Esta é sem dúvida a carreira mais bela que alguém pode ter.

Porém a maioria de nós não valoriza, somos hipócritas, não sei dizer ao certo o porquê disso, talvez por conta da ingenuidade, talvez por conta da inexperiência.

Mas, vejo nós humanos como filhotes, entrando na escola, cheios de expectativas e na saída posso ver que já nos tornamos adultos.

Sei que ser professor não deve ser fácil, pois há tantas lições a serem passadas e ensinadas e poucas pessoas de mentes abertas realmente dispostas a aprender.

Me orgulho em dizer que sou uma pessoa de mente aberta.Consegui captar a essência de cada lição,fui incorporando o conhecimento,fui me aprimorando.

E posso dizer com todo o carinho,que as lições ensinadas por meus mestres me moldaram,fazem parte da composição que me tornei.

Muito obrigada pelo carinho, dedicação e paciência que tiveram comigo nesses anos todos.

Feliz dia do professor, o grande mestre da vida.

 

Michelle F. Zanin

 16 de outubro de 2012
seja o primeiro a comentar 
Mensagem de um Ancião

Um semblante meigo, a pele enrugada, um sorriso cerrado, olhos brilhantes iguais aos de uma criança em uma manhã de natal. É assim que me vejo, ao olhar meu reflexo no espelho.

Vejo que o tempo passou, tudo esta mudado e eu ainda estou aqui como um jacarandá, forte, com as raízes fincadas no chão.

Porém, sei que não sou mais uma criança, embora tenha a ingenuidade de uma. Setenta anos, tanto tempo se foi, quantas coisas vi e ouvi.

Pude ver a queda do muro de Berlim, ver a ascensão de uma nação e a queda de outra.

Vivi em um tempo mais simples, sem televisão ou computador, pude ter a honra de ouvir a voz de cantores consagrados no meu simples rádio, ir ao cinema e assistir clássicos como Bonequinha de luxo em uma tela sem cores, onde podia soltar a imaginação.

Posso me dizer feliz, pois pude ver o rei Pelé jogar,assim como pude assistir a luta de uma geração se tornar realidade e ver o fim de uma era,a era fria e sombria da ditadura.

Encontrei o amor, me casei, tive filhos, os criei, os vi crescer, seguir seu rumo, viver suas próprias vidas.

Enfrentei adversidades, tive medo, momentos de angústia, aprendi lições, fui feliz.

E agora, estou aqui preso em um tempo que desconheço. Desconheço os valores, desconheço o rumo que essa geração irá tomar, desconheço o que acontecerá com o mundo.

Por conta de minha idade e das transformações que estou vendo, todos pensam que estou com medo, mas pelo contrário estou disposto a enfrentar os novos desafios: aprender a usar o computador; entender a juventude e aprender a conviver com ela.

Todos acham que estou no fim de uma jornada, mas eu discordo. Ainda tenho muito que viver muito que aprender. Quero conhecer lugares, conhecer pessoas, pode não parecer, mas ainda tenho sonhos e pretendo realizá-los.

O que importa não é a idade física e sim a idade da alma. Eu por exemplo, me considero um adolescente, cheio de inseguranças, ilusões e sempre disposto a mudar o mundo.

Muitos me perguntam se penso na morte ou se tenho medo dela, não sejamos hipócritas é lógico que tenho medo do desconhecido, mas não penso nela porque dentro de mim há muita vida e sei que no dia que ela chegar poderei partir sorrindo, pois dei o meu melhor,vivi cada dia como se fosse o último, vivi ao extremo.

Mas, não quero me preocupar com esse assunto chato agora. Como já disse, tenho muito que viver muito que aprender.

E por favor, não me chamem de senil, pois não sou inválido e muito menos uma vítima do tempo. Sou um jovem, um jovem de coração que ainda há de dar muita felicidade para seus familiares.

 

*Esta é minha singela homenagem a todos os anciões do país. Parabéns atrasado pelo seu dia.

 

Michelle F. Zanin

 16 de outubro de 2012
seja o primeiro a comentar 
Soneto

Soneto de amor

Soneto de amizade

Soneto de paz

Soneto de alma.

 

Linda canção

Canção melodiosa

Conduz a memória para o desconhecido

Almeja simplicidade.

 

Soneto complicado

Soneto ardente

Sempre crescente.

 

Soneto da vida

Carismático soneto

Declamado no doce coreto.

 

Michelle F. Zanin

 05 de julho de 2012
seja o primeiro a comentar 

Quando crescer eu quero ser,

O melhor, o resto e o raro.

 

Quero ser tudo.

Tudo quero ser,

Inclusive o nada.

Pois o nada está em tudo.

Quero estar em tudo.

Quero ser nada.

 

Renan Baptistin Dantas

 28 de junho de 2012
seja o primeiro a comentar 
Ó Luis

Ó Luís,

Por onde andaram teus ideais?

Fizeste pacto com o Diabo e tudo mais.

Após vencer então as batalhas globais,

Deixaste antigas convicções e velhos companheiros para trás?

Por quê? Perguntam dois velhos senhores que já não mais trabalham,

Em tuas palavras eles acreditaram.

Em ti vossas esperanças colocaram, se decepcionaram,

E hoje já se cansaram.

Ei, companheiro Luís,

Já se esqueceste da fome?

Do suor em volta do torno derramado,

Do dinheiro contado.

Hoje já vive mais folgado,

Por vários ladrões cercado.

Lembra-te então do Pau-de-arara,

e vê se toma vergonha nessa cara!

Se fizeste de coisa rara,

Mas era só mais um nessa velha e calejada estrada.

Renan Baptistin Dantas

 28 de junho de 2012
seja o primeiro a comentar 
MENU
BUSCA
ARQUIVO
janeiro 2018
D S T Q Q S S
« jun    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  
Criar Redação | www.cursocriar.com
1991-2018 © Todos os direitos reservados
Desenvolvimento: Netmarco.com