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PALAVRA LAVRA LAVRADOR

 

PALAVRA

 

                        lavra

lavrador

lavra a dor

                                                           na prática

trabalhador

trabalha a dor

na temática

 

poetizador

                                                                       poetiza a dor

na gramática

 

cultivador

                                                                       cultiva a dor

no grafema

 

pintor

                        pinta a dor

no dilema

 

                                                           escritor

                                                                          escreve a dor

no sistema

                                                              

do

 

                                                                       LEITOR

 

                                                                                  que LÊ A DOR

 

                                                                                  do AMADOR

                                                                                                          no poema

 

(LUIZ CLÁUDIO JUBILATO)

 29 de maio de 2013
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LÍNGUA MULTIFACETADA

 

Minha língua

é miscigenada

tem o semblante de mil, duas mil etnias

pertence a johns, nacibs e genaros

mas também a zumbis, pierres e marias

Minha língua

é multifacetada

tem cara e cor de mil, duas mil sesmarias

possui falares de minas, santa catarina e pará

mas também do rio grande, são paulo e bahia

Minha língua

é multicultural

tem o cantar de mil, duas mil harmonias

traz som de samba, chorinho e batuque

mas também de polcas, pagodes e sinfonias

Minha língua

é plural

tem o sabor de mil, duas mil iguarias

contém bacalhau, quibe, macarronada e acarajé

mas também pizzas, feijoada e ambrosias

Minha língua

é sensual

tem o rebolado de mil morros, favelas e periferias

delira com o sotaque do negro, do branco e do índio

mas também com o dos romances, da música e das poesias

(Luiz Cláudio Jubilato)

 29 de maio de 2013
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LÍNGUA DE MIL ODORES

 

LÍNGUA

Minha língua tem odores

e

sabores… na leveza das metáforas

Minha língua tem falares de bacharéis

e

cantares de menestréis… na diversidade dos sotaques

Minha língua propõe ciladas

e

topadas… nas curvas da gramática

Minha língua tem belezas

e

incertezas … na diversidade das palavras

(Luiz Cláudio Jubilato)

 29 de maio de 2013
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MINHA LÍNGUA

 

Minha língua tem muitas línguas

TEM

Versos de Camões

sotaques de Guimarães

Sabores de Portugal

odores da Guiné-bissau

Falares do nordeste

cantares do centro-oeste

TEM

samba de negro

palavra de branco

poema de imigrante

romance de índio

música caipira

literatura urbana

TEM

funk de periferia

rap de pichador

reza de romaria

cantiga de trovador

ritmos da Bahia

carnaval de Salvador

(Luiz Cláudio Jubilato)

 29 de maio de 2013
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IDIOMATERNO

 

Nasceu com a terra

 

 

É

Nossa casa

 

Nosso chão

 

Instrumento

 

teto

 

Virou raiz

 

 

É

Nossa asa

 

Nosso pão

 

Alimento

 

concreto

 

Semente

 

Útero

 

Ventre

 

Língua Mãe

 

Idioma Eterno

 

PORTUGUÊS

 

Nossa pátria

 

Nosso

 

IDIOMATERNO

                                                                              (por Luiz Cláudio Jubilato)

 29 de maio de 2013
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CRIAR EM PORTUGUÊS

 

Criar

Criar                      português

Criar

 

 

Se você precisa Criar

                                              

Pense

sonhe      EM PORTUGUÊS

comunique-se

 

Se você quer escrever

                                                                   

Vivencie

ame         EM PORTUGUÊS

explique-se

 

Como a sua pele

 

                                   seiva

                                   alma

                                   pátria

                                    vida

 

                         IDIOMATERNO

Luiz Cláudio Jubilato

 29 de maio de 2013
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CRIAR III

                                                 esCrever

                                                      Redações

                                              ConcIsas

                                                      Analíticas

                                                        cRiativas

 

(por Luiz Cláudio Jubilato)

 26 de maio de 2013
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CRIAR II

                                 Compreender

                 interpretaR

                              analIzar

                            linha As

                                  EntRelinhas

(por LUIZ CLÁUDIO JUBILATO)

 26 de maio de 2013
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CANTIGA PRA DECANTAR

Ventos do mar

arrepiem os pelos do meu corpo

toquem em mim

que a minha alma sabe voar

 

Calor da terra

aqueça a pele do meu corpo

grude em mim

que meus abraços fazem acontecer

 

Estrelas do céu

entorpeçam meus olhos

aconcheguem-se a mim

que a minha mente tem asas pra sonhar

 

Ruídos da selva

invadam meus ouvidos

entrem em mim

que meu coração aprendeu a viver

 

(por Luiz Cláudio Jubilato – 20/05/2013)

 

 

 25 de maio de 2013
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FRATURA EXPOSTA

(Por Luiz Cláudio Jubilato)

 

Cheiro de merda

é a guerra

seus odores, fedores, horrores

 

Corpos esquálidos

é a guerra

ossos quebrados, dilacerados, rasgados

 

Fedor de mijo

é a guerra

suas cruezas, tristezas, incertezas

 

Homens crus

é a guerra

sexo anal, brutal, bestial

 

Terra arrasada

é a guerra

criancas marcadas, amordaçadas, estupradas

 

Pênis rijo

é a guerra

bucetas rasgadas, dilaceradas, esterilizadas

 

Cheiro de puteiro, fedor de homem nu, horror das estacas enfiadas no cu

Horror de corpos pendurados nos paus de arara, a vida nas prisões é coisa rara

Fedor de excrementos empesteiam os ventos, carne nas mãos de carrascos lamacentos

 

Caveirões arrastando gente pobre pelo barro e esgoto das favelas e ruelas.

Policiais atirando a esmo na vielas pegando sombras de cidadãos pela goela.

Bombas e fuzis e minas não reconhecem aliados ou opositores nem regras nem lugar.

Homens se travestem de feras, de demônios, verdadeiras máquinas de matar.

 

Como faremos pra mudar tudo isso

jovens corações

calando bocas medrosas que creem somente em orações?

 

Como faremos pra acabar com tudo isso

jovens idealistas

erguendo punhos cerrados para consolidar nossas conquistas?

 

Como faremos pra matar tudo isso

Jovens soldados

empunhando gritos de ordem para libertar os condenados?

 

Como faremos para não deixar mais tudo isso acontecer

jovens revolucionários

levantando nossas bandeiras para salvar os desgraçados?

 

A guerra no dia a dia dessa nossa vida mundana é também nossa fratura exposta.

Para os vencedores tem perfume de flores; para os derrotados, tem cheiro de bosta.

 

 20 de maio de 2013
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