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Cora-me, Coralinda

A tua poesia doce

A tua casa velha

Atua o teu coração corajoso

A tua vida infinda

Tudo

Tudo me cora

Tudo me apruma

Tudo me dá lume novo,

Coralinda.

 

Paul Degas

 21 de junho de 2012
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Tchau

Você estava se tornando

um adjunto adverbial de circunstância

eu não estou mais propenso a ponderar análises

quero mesmo um complemento nominal

sujeito adverso que sou

Você desinenciou-se demais

e nas terminações verbais em que não a via

esvaíram-se os objetos todos, indiretos inclusive

Nossa via de acesso tornou-se mão-única, só eu dava

e de tão sozinho ficava mais triste que um tigre intransitivo.

Agente da passiva não quero ficar

os termos de minha oração requerem muita presença

mas você insistiu em não estar

Sua ausência causou uma confusão morfológica em mim

e antes de tornar-me um sujeito inexistente

asfixiado pela sua indeterminação

interjeito uma saída sensata.

Amantes coordenados

nunca subordinaríamos nossas intenções

e eu nem poderia ser um aposto a escorar você

por causa que nesta vida, querida, vocativo é acessório

e a essência deve ser reflexiva.

 

Paul Degas

 21 de junho de 2012
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Fim de Linha

Luiz Cláudio Jubilato

 19 de janeiro de 2012
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