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O GRITO
segunda-feira, 11 de julho de 2016

(Luiz Cláudio Jubilato – 10/07/2016)

E eu que queria gritar…
E eu que vi o universo derreter…
E eu que estava só…
E eu que abri a boca sem dentes…
E eu que encarava o infinito em desespero…
Estamos todos sós atravessando a ponte entre o nada e parte alguma…
Estamos todos sós perdendo nossos corpos e nossas almas em meio ao caos…
Estamos todos sós derretendo em traços e cores violentas…
Todos os traços e cores convergem para a boca sem dentes.
Todos os traços violentos convergem para o grito oco.
Todas as cores violentas trazem o caos para o grito mudo.
O quadro todo agride: distorções violentas.
O quadro todo agride: desencanto violento.
O quadro todo dói nas retinas.
O quadro todo dói na temática.
O grito violento ecoa preso na tela.
Edvard era louco (?) na sua lucidez e nós lúcidos(?) na nossa loucura.
Edvard grifou todos nós como um só. Somos a garatuja. Somos a rubrica.
Edvard? Há outras “coisas” na ponte.
São eles? Os que mandam em nós?
São eles? O que querem de nós?
Elas usam cartolas e fatiota.
Não têm cara. São sombras.
Edvard? Há canoas na água.
Elas navegam na luz do fogo.
Navegam sem medo no caos.
Edvard Munch estava trancado num hospício; nós soltos noutro.

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