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UnB avalia adotar Enem
sexta-feira, 18 de maio de 2012

Autor(es): MANOELA ALCÂNTARA
Correio Braziliense – 18/05/2012

Universidade de Brasília estuda a possibilidade de abolir o vestibular e selecionar os estudantes por meio do Sistema de Seleção Unificado, que usa o Exame Nacional do Ensino Médio como base de avaliaçãoNotíciaGráfico

A forma de ingresso na Universidade de Brasília (UnB) pode mudar. Um documento apresentado ontem ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) propõe a substituição do vestibular convencional pelo Sistema de Seleção Unificado (Sisu), que utiliza o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como base de avaliação. A sugestão foi encaminhada a todos os colegiados de cursos e deve voltar a ser debatida na próxima semana. Para aderir ao programa até o vestibular de 2013, é preciso encaminhar uma resposta ao Ministério da Educação até o fim de junho. Outras 95 instituições públicas de ensino superior em todo o país já adotaram o sistema.

Além do PAS, dois concursos são realizados anualmente com o objetivo de avaliar candidatos às vagas oferecidas pela instituição

A sugestão de mudança é do Decanato de Ensino de Graduação (DEG), que prevê pelo menos três pilares centrais para justificar a adesão: a democratização do acesso à universidade; a mobilidade acadêmica e o acesso à Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC”s) — um conjunto de recursos tecnológicos integrados que facilita a comunicação de processos pedagógicos, da pesquisa científica e da aprendizagem. “Temos dados de que 85% das inscrições feitas no Sisu são de candidatos oriundos de escolas públicas. Entre eles, 50% são aprovados. Isso é a democratização do acesso ao ensino superior”, afirmou o decano de ensino e graduação, José Américo Garcia.

Como o Sisu é um sistema gerenciado pelo Ministério da Educação e informatizado, os candidatos podem concorrer a todas as vagas de instituições públicas conveniadas. Ele seleciona os melhores concorrentes de acordo com a nota conquistada no Enem. Isso facilitaria, por exemplo, o acesso de pessoas de outros estados à UnB. Para recebê-los, a estrutura da instituição também precisa aumentar. A expectativa é que, caso o conselho aprove o novo vestibular, os recursos do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) dobrem, ou seja, passem dos atuais R$ 13 milhões para R$ 26 milhões.

O conselho tem 70 membros, que devem deliberar sobre a questão. O documento recebido ontem ressalta que o Programa de Avaliação Seriada (PAS) e os 20% destinados a cotas raciais serão completamente mantidos. “Vamos dialogar, ouvir as diferentes opiniões. Se possível, a intenção é utilizar a nota do Enem já no primeiro vestibular de 2013″, disse José Américo. Atualmente, a UnB só utiliza o exame na seleção de candidatos para vagas remanescentes do vestibular e do PAS.

Provas

A exemplo do que acontece no vestibular tradicional, as provas do Enem são realizadas duas vezes por ano. Quando os candidatos entram no sistema, podem escolher a universidade desejada e dois cursos para concorrer. Os estudantes são classificados por meio das notas e do número de vagas disponíveis. O sistema de avaliação e o peso para cada matéria é definido de acordo com os parâmetros estabelecidos por cada universidade. O Sisu não incluirá a seleção para os cursos à distância ou aqueles que exigem prova de habilidades específicas, como os de música, artes e arquitetura.

Confiança

Para aqueles que estudam com o objetivo de prestar o vestibular, não haverá grandes mudanças. O sistema de provas adotado pela UnB é similar ao do Enem. Os dois concursos são organizados pelo Cespe. Ambos exigem conhecimentos em quatro eixos temáticos: ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e códigos e redação. A principal diferença é que o certame atual cobra questões discursivas e o Enem não.

Quando questionado se os problemas de correção e de fraudes já identificados em edições anteriores do Enem prejudicam a confiança e a lisura do processo, o decano de ensino e graduação, José Américo Garcia, afirma que não. “Confio na seleção, ela está consolidada e os problemas de correção nas redações, apontados no última edição , já foram corrigidos”, afirmou. O número de questões também mudou. Hoje, a prova do Enem tem 180 questões de múltipla escolha e as notas variam de 0 a mil.

O professor do programa de doutorado da Universidade Católica de Brasília, Afonso Galvão, avalia como positiva essa forma de seleção. “Qualquer ação que possibilite a democratização é importante. O problema maior da educação superior não é o processo de seleção mas sim a formação que os estudantes recebem no ensino médio”, ressalto.

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