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Doce Flor do Lácio

Geraldo Muanis

O amor pelas letras começou cedo e desde o início da alfabetização sempre tive o privilégio de ter excelentes mestres e mestras de Português. O gosto pela leitura contou com o estímulo de pai e mãe, ele médico que sabia escrever bem e ela normalista que repassou também o dom do gosto pela boa escrita. Tudo isto contribuiu para que cultivasse um cuidado especial para exercitar bem o Português.

A sagrada Língua Pátria, escorado sem medo nos dicionários para escrever corretamente as palavras e nas gramáticas para não incorrer em erros grotescos de concordância. Uma amizade permanente que ganhou firmes alicerces com a leitura de autores nacionais e estrangeiros, na Prosa e na Poesia. Aprendi a brincar com as palavras e enxergar nelas hieróglifos divinos de um jogo sobrenatural.

Como Jornalista, sob a influência exemplar de Tarso de Castro, Mino Carta, Bob Fernandes e Elio Gaspari, dentre tantos outros, aprendi ainda mais: a força das palavras não só como veia poética, mas também espada de combate, crítica e na defesa de ideais sempre contra a opressão e a injustiça. Desde a primeira vez que li a poesia de Olavo Bilac, no Grupo Escolar Duque de Caxias (Juiz de Fora-MG), nunca a perdi de vista. “Última flor do Lácio, inculta e bela,…” E sempre que a repito, volta e meia ainda me assombro com alguém me perguntando “o que é isto?”.

E tenho que, pacientemente explicar, para acrescentar que instrução, educação e amor estão em falta. Faço com gosto e ainda explico, falando de como é bela e difícil a Língua Portuguesa. Em palestras para estudantes de Jornalismo costumo repetir que sigo a máxima de Mino Carta, para quem o bom jornalista tem que saber escrever, com um arsenal de pelo menos 50 palavras diferentes em uma matéria. Além do caráter, claro! Para mim, escrever é fundamental, sobretudo ler, de bula de remédio a Dostoievski, sem ter vergonha ou medo de consultar o dicionário. Enriquecimento do vocabulário e alimentando a alma. Para disseminar com destreza toda a beleza da “Última flor do Lácio”.

Geraldo Muanis. Poeta, romancista e jornalista Juizforano.

 sexta-feira, 12 de junho de 2015
O BOCA DO INFERNO(Respostas idiotas para perguntas imbecis)

 

I

- Professor, além de dar aulas, o senhor faz outra coisa?
- Claro que faço: às vezes, faço papel de criptonita em filmes do Super-homem e às vezes de teia de aranha nos filmes do Duende Verde. Agora, tenho um sonho: parar de dar aulas, pra fazer algo mais útil.

II

- Professor, a gente aprende literatura, pra quê?
- Para diferenciar você dá vaca da sua fazenda ou recitar poemas de Camões pra ela. Quem sabe ela não, dá mais leite!

III

- Professor, você vai ensinar o que na aula de Barroco?
- Vou ensinar a pular amarelinha. Esse negócio de Barroco só serve pra construir casa de barro.

IV

- Professor, pra que ficar lendo livros?
- Pra aprender a correr sem metros rasos e a dançar rumba.

V

- Professor, por que a gente tem de estudar?
- Pra arrumar um jeito de acabar com a guerra entre os terráqueos e os Klingons ou a fazer papel Chita, em filme de Tarzan.

VI

- Professor, eu preciso estudar pra essa prova?
- Não. O Batman nunca estudou pra virar morcego! O Lula nunca estudou pra andar de esteira! Tartaruga nunca estudou pra andar com a casa nas costas!

 terça-feira, 10 de março de 2015
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OS ABSURDOS DO BRASÓLIO VARRE O ANIL

(O BOCA DO INFERNO – SACANAGEM NA MADRUGADA)

Senhoras e senhores:

Não lerei mais jornais, nem revistas, nem sites. Não assistirei mais a telejornais, tal a quantidade de crimes de toda ordem: “Não existe mensalão, por isso nenhum mensaleiro ficará preso”. O Supremo, com toda a sua supremacia, os soltou”. Ando com engulhos. Prefiro mergulhar na mais profunda ignorância. Os idiotas vivem felizes.
QUE LINDO! Na madrugada inóspita dessa republiqueta de fundo de quintal, o congresso nacional (em letra minúscula de propósito) votou a absurda lei que isenta esse desgoverno de cumprir metas de superavit (NÃO PRECISA SE PREOCUPAR COM LUCROS), ou seja, pode fazer o que quiser com o MEU , O SEU, O NOSSO minguado dinheiririnho, inclusive financiar a bandalheira, que já financia, sem prestar contas a ninguém.
QUE LINDO! Os juros do cheque especial ontem bateram um novo recorde. SÃO OS MAIORES DO MUNDO. Quando batemos recordes, destruímos o opositor. Somos bons nisso.
QUE LINDO! A previsão para o nosso pibinho (SOMA DE TODAS AS “RIQUEZAS” QUE PRODUZIMOS), despencou de 2%, para 0,8%. Quem poderá reclamar de um recorde tão acachapante?

QUE LINDO! O honestíssimo presidente do congresso expulsou manifestantes das galerias, pois eles ofenderam verbalmente os nossos magnânimos congressistas. Quer dizer que os congressistas não nos ofendem quando votam leis contra nós, cidadãos, pagadores de impostos, na calada da noite.

QUE LINDO! O deputado Arlindo Chinállia (qualquer semelhança contra palavra da língua portuguesa…) tomou uma atitude ostensiva contra uma senhora, já idosa, enforcada por um segurança. Piada: segura a ameaçadora senhora, mas assegura a liberdade de quem ofende uma perigosa cidadã. Indignado, Arlindo (que ironia!) despejou a seguinte pergunta: “Quanto a senhora está ganhando para estar aqui?” A senhora perigosa respondeu: “Estou aqui porque sou uma cidadã e tenho direito de defender meus interesses”. Se sou ela, perguntaria ao “egrégio” ex-presidente da Câmara”: “Quanto o senhor está ganhando para votar nessa lei absurda?”

Ontem prenderam maluco que decapitava pessoas, porque o diabo o impelia a tomar tal atitude. Ele deve ser preso? Claro. Deve pegar pena máxima? Sim. Irá para um manicômio judiciário? Não tenha dúvida.

No entanto, uma dúvida me assalta (METÁFORA: Será que esse sujeito não cortava cabeças no lugar errado?

 sexta-feira, 05 de dezembro de 2014
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