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Calcinha para a noite; cueca para a manhã
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Há muitos sujeitos compostos dispostos a cometerem pérfidas ações.Tipos ou gêneros na ação textual? Ninguém sabe ao certo. Não há certeza, a não ser o não certo, o não dito.

Há muitos sujeitos indeterminados que saem à noite esgueirando-se por metáforas obscuras, teias em estradas escuras. Os olhos de gatos no meio da pista não os interpelam, nem lhes revelam se estão na mão ou na contramão: Hipérbatos. Anacolutos. É certo que são inversão, metonímias da violência certamente são.

Há muitos sujeitos determinados que se escondem atrás de punhos para machucar sinônimos, com medo de que o observador crítico perceba que não são antônimos, como apregoam ao jogarem na cara do texto sua capacidade de empunhar objetos diretos cortantes, rascantes, para machucar.

Há muitas sujeitos simples construtores de um pretérito imperfeito, que projetam o futuro do mal presente, apavorados com a ideia de que o escrevinhador não faça deles personagens principais da saga que os tornará catacrese do estupor.

Há muitos sujeitos metaforizados que precisam desesperadamente de um verbo de ligação que os atrele a predicativos, cujos adjetivos sejam a comunhão entre a força das armas e a ditadura da fé. Assim poderão usar qualquer objeto indireto para matar em nome do amor e de Deus. Assim sentarão no colo, quem podem e devem “phoder”.

Uma dúvida assalta este transeunte da informação para a desinformação, do senso crítico para o achismo da imbecilização: dedicar-se à vigilância epistêmica ou deixar-se levar pela correnteza da desrazão?

A ignorância motivada pela lobotomia talvez seja menos torpe que se entregar a um manifesto contra o puritanismo que nos assombra transmutado em movimentos dentro de uma linha, cujo corretor ortográfico não dissimulou, nem a borracha apagou. Cuidado com intelectuais. Cuidado com textos complexos: eles desdizem sem dizer. Ninguém tem a consciência na cabeça, tem-na nas mãos, no umbigo ou no estômago. Quanto custa perder tempo lendo esta porcaria? Tempo é dinheiro. Dinheiro igual direito, que é igual a ambição, que é igual a “phoder” e igual à minha solução. Ninguém tem religião, tem medo de não encontrar sua solução.

 

Instruções para repensar ou dispensar o tema.

 

a) Aonde nos levou o puritanismo transmutado em revolução.

b) Aonde nos levou qualquer ditadura transmutada em pulmão.

c) Aonde nos levaram as metáforas que eram, na verdade, catacreses, como “caçadores de marajás”; “A esperança derrotou o medo”; “A constituição cidadã…”

d) Aonde nos levaram os que extorquiram em nome da fé ou estupraram em nome de uma Igreja ou pregaram a guerra em nome de Deus.

e) Aonde nos levaram os defensores da justiça pelas próprias mãos: matamos mais mulheres, gays, negros, pobres que em qualquer outro país.

f) Aonde nos levaram os bolsos e os ignaros, os assaltantes do erário, os paternalistas e os signatários da carta magna brandida ao sabor dos interesses e dos pertences.

 

Tema: Matamos sempre que a cegueira nos faz acreditar que somos tão diferentes que nossa arrogância não nos deixa perceber que somos semelhantes. As pessoas não sabem que não sabem.

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