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ODEM OS JOVENS DE HOJE MUDAR O MUNDO?

A dinâmica da existência está na mudança. É a única certeza que temos, como diria O Boca do Inferno, Gregório de Matos Guerra, “a firmeza somente na inconstância”.
Há uma grande arrogância nos mais velhos quando dizem: “no meu tempo era bem melhor”. O passado só se transforma como refém das necessidades, quando precisamos provar que, em algum momento, fomos felizes e ainda que, se as coisas estão onde estão, não é por nossa culpa, afinal estávamos no paraíso, agora manchado por aqueles que vieram comer a maçã.
São os jovens que mudam o mundo, está neles todo o potencial de transformação, afinal todo mundo é incendiário aos 20 anos, mas se torna bombeiro aos 40. Da revolução à conservação e depois à reação. O novo, como já foi dito milhares de vez, assusta. Quantas vezes você disse que não usaria tal roupa ou jamais ouviria tal tipo de música, mas depois cedeu?
Estamos diante da juventude mais bem preparada da história, com maior conhecimento em relação às diversas visões sobre o passado e a todo tipo de informação sobre o presente. Apesar de ainda muito restrita para os mais pobres, a educação está mais acessível para a maior parte da população. E a educação canaliza esse potencial transformador, se não for alienante, como tem se mostrado em vários países.
Mas os jovens de hoje não são alienados, consumistas e despreparados? Sobre todas as gerações essas acusações pesaram e mostraram-se sem fundamento. Isso é uma forma de os mais velhos defenderem o mundo construído por eles que eles não têm a mínima vontade de ver transformado.

 sábado, 05 de maio de 2012
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MUNDOVIDALIVRO

Um livro não são apenas páginas e letras. Um livro são vidas, mundos, suor, investigação, imaginação e observação. Um livro é cheio de marcas, as marcas de quem escreve, tanto no estilo quanto nas escolhas. O escritor é o mergulhador, aquele que se propõe a um longo mergulho sem escafandro, sem amarras e sem pudores na vida e na mente de quem pretende construir. Por isso, o escritor é também um construtor, criador de mundos, gerador de vidas.
Erroneamente, no desespero da vida moderna, o livro foi descartado como algo a ser adquirido para ser guardado, como testemunha de um acervo intelectual para se deixar aos filhos e netos. Os tolos sem imaginação lhe atribuem valor monetário, por isso preferem compará-lo a uma calça jeans e tolamente bafejam suas verdades absolutas: “Prefiro comprar uma calça jeans, porque posso usá-la várias vezes, enquanto um livro só vou ler uma única vez”.
Sinto decepcioná-lo, inexperiente leitor: Nunca se lê um livro pela segunda vez como se leu da primeira. Nem ele é igual nem você. Ele sofreu a metamorfose da sua experiência de vida, do seu aprendizado. Seu mergulho será mais profundo e fascinante. Você verá esse mundo com outras cores e isso lhe provocará incontáveis novas emoções.
O autor/construtor só é dono da sua construção até o ponto final. A partir daí, a obra/ construção passa a ser de usufruto das pessoas, que poderão explorar seus cantos mais escuros, seus espaços mais amplos, podem subir pelas escadas ou pelo elevador. Caso não tenham medo, podem descer ao subsolo; se suportarem o mau cheiro, podem caminhar até as lixeiras. Não há tempo para ler uma segunda vez? Então empreste a obra, deixe-a circular, ganhar o mundo, fazer história. Um livro não é de ninguém, mesmo que você o tenha comprado. Em cada um que o manuseia, deixa suas marcas.

LUIZ CLÁUDIO JUBILATO (Especial para o dia mundial do livro)

 quinta-feira, 26 de abril de 2012
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NOVA LISTAGEM OFICIAL DA FUVEST E UNICAMP

• Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett;
• Til, de José de Alencar;
• Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis e
• Sentimento do mundo – Carlos Drummond de Andrade

Esses livros substituem “Auto da barca do inferno”, “Iracema”, “Dom Casmurro” e “Antologia Poética”.

Continuam na listagem oficial:

• Memórias de um sargento de milícias, de Manoel Antônio de Almeida
• O Cortiço, de Aluísio de Azevedo
• A cidade e as serras, de Eça de Queirós
• Vidas Secas, de Graciliano Ramos
• Capitães da Areia, de Jorge Amado

 quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
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