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Idiomaterno

Dia 10 de junho, dia da língua portuguesa, dia de Camões

O mundo lusófono, comunidade dos países falantes de Língua Portuguesa, comemora, em 10 de junho, o dia de Camões, de Portugal e da Língua Portuguesa. Disse Fernando Pessoa, na pele de seu heterônimo Bernardo Soares, no Livro do Desassossego: “Minha Pátria é a Língua Portuguesa”. Parafraseando-o, Cristiano Costa lapidou a seguinte afirmação: “Minha pátria é a minha língua”. Olavo Bilac resgatou-a historicamente, ao chamá-la de a “Última flor do Lácio, inculta e bela”.

Luís Vaz de Camões, poeta dos poetas, ao escrever “Os Lusíadas”, reuniu as mil nuances das relações com as línguas que a constituíram. Juntas geraram o idioma falado naquele pequeno país nascido entre os rios Minho e Tejo, na ponta da espada de D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal.

Da “Cantiga da Ribeirinha”, de Paio Soares de Taveirós (1189? ou 1198?), a “Os Lusíadas”, de Camões (1580), nosso idiomaterno se estruturou, deglutiu outras culturas, encorpou e se jogou ao mar para cair nos braços de terras distantes que a enriqueceram ainda mais.

Portugal nos legou a língua através da qual entendemos o mundo e o transformamos segundo nossas visões, concepções, conexões, observações, compreensões. Índios, negros, imigrantes a metamorfosearam. Ela incorporou novos falares, novos cantares, novos pensares, a ponto de seu ventre conceber inúmeros idiomas, dentre eles o nosso Português Nacional.

“Antes de os portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade”, afirmou José Oswald de Andrade, no seu Manifesto Antropofágico. Jamais teríamos descoberto o tamanho dessa felicidade, se esse idioma, trazido de além-mar, não esticasse o seu tecido vocabular e gramatical sobre a praia “muito chã”, de “árvores de copas mui frondosas”, contaminando a todos os habitantes que ingeriram suas regras e expressões para fazê-las traduzir na fala e na escrita sensações, emoções, traduções etc.

“A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos”. Assim o é. O idioma não escolhe cara, nem lugar. Ricos e pobres. Cultos e incultos. Negros e brancos. Nativos e imigrantes. Cada brasileiro o recorta através dos seus usos e costumes

Acabe com o seu preconceito. A Língua Portuguesa não é difícil, é fácil. Você convive com ela. Usa e abusa dela. Lambuza-se com ela. Expõe-se e compõem-se e recompõem-se com dela. Há mais exceções que regras? E daí se você não sabe se exceção é com Ç ou com dois SS, se não entende por que OBCECADO se escreve com C e OBSESSÃO com S, depois dois SS. A beleza está justamente na complexidade.

Se não fosse essa tal complexidade, não teríamos tantas belezas extraídas das penas e/ou das bocas de pessoas tão díspares. Qual língua legaria ao mundo um Fernando transmutando-se em tantas Pessoa(s) nas terras de lá e um Carlos Drummond de Andrade, com seus mineirismos e universalismos, nas terras de cá. Um José Saramago, comunista lá, e um Guimarães Rosa, diplomata cá, mestres na arte de criar e recriar vocábulos. Do ventre dessa mãe tão rico brotam tantas palavras, tantas expressões: regionalismos, eruditismos, galicismos, neologismos… Brotam o funk, o hip-hop, a MPB, o sertanejo, para traduzir o que pensamos, o que queremos, o que somos.

Por Luiz Cláudio Jubilato. Educador e diretor do Criar Redação. Professor e especialista em Língua Portuguesa e especialista em vestibulares. criarvest@uol.com.br

 sábado, 10 de junho de 2017
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Criar 26 anos

“Viver não é necessário, o que é necessário é Criar”

(Fernando Pessoa)

 Criar: fazer nascer, dar origem a, gerar, formar, construir, cultivar, instruir, educar, cultivar, desenvolver, produzir, inventar, imaginar…

O curso da vida: O Criar nasceu Redação na Rua Rui Barbosa (significativo conhecedor da língua portuguesa), no dia 10 de junho (Dia da Língua Portuguesa – Dia de Camões).  Fincou raízes na Rua Lafaiete (revolucionário francês), 939, esquina com a Rua São José (homem visionário), no centro de Ribeirão Preto. Como um ribeirão, virou rio, ganhou o mundo.

Na ponta da caneta, a criação do seu futuro. O Criar nasceu para revolucionar, transformar, educar, provocar, levar à reflexão, romper com os limites da sala de aula, com as amarras do texto rígido, modelar, tradicional. Cada aluno é instigado a pensar, questionar, compreender, interpretar, a ir além, a redigir um texto autoral, a se superar sempre.

Escrever bem é consequência de pensar bem: o aluno Criar incorpora esse DNA. Ser aprovado na escola, no vestibular, em um concurso é mera consequência. O aluno só é competitivo, se for criativo. Muitos são redatores dos jornais da sua escola, da sua faculdade…

Leia, leia, leia, que a alma se incendeia: o Criar tirou o caráter punitivo da leitura. O aluno aprende a estudar para saber. Saber que é preciso mergulhar no texto, contextualizá-lo, dominar a gramática, adquirir vocabulário, expandir o repertório cultural. Trata-se de explorar a capacidade, propor os instrumentos necessários para alimentar a argumentação.

Método revolucionário: o Criar foi pioneiro em trazer especialistas para os debates sobre temas atuais, a colocar na sua grade aulas de filosofia, sociologia, história da arte (ainda com slides, há 26 anos), plantões individuais, sala de informática onde se analisava textos com o Sherlock nos computadores 386, aulas de linguagens e códigos, gêneros textuais, folha de redação personalizada, aulas interdisciplinares, cursos específicos para cada vestibular, fichários, apostilas que se atualizam a cada semestre.Turmas específicas para alunos desde o 5º ano do cursinho.

Vitrine: o Criar sempre descobriu jovens talentos e por isso possui grandes profissionais. Hoje, nossos professores ministram aulas em algumas das melhores escolas do Estado de São Paulo e do país, além de se tornarem coordenadores de muitas delas, fazem partes de bancas de vestibulares regionais e nacionais.

Recorde de redações notas máximas: os alunos do Criar tiveram e têm redações notas máximas publicadas pelo Enem, Fuvest, Unicamp, Puccamp etc.

Recorde de aprovações: quase 20 mil passaram pelas salas de aula do Criar nesses 26 anos. Hoje matriculam seus filhos, porque confiam no sistema educacional. Alguns voltaram, inclusive, para realizar o grande sonho de se tornarem professores do Criar.

Referência: o Criar é a grande referência em língua portuguesa para os maiores veículos de comunicação do país, para grandes empresas e profissionais de todas as áreas.

O Criar é único: uma ilha de excelência voltada para a busca da qualidade total.

 sábado, 10 de junho de 2017
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Cuidado com a Maíte

“Maíte” (chilique de vestibulando em maio)

Por incrível que pareça, a “maíte” existe. E não é “frescura”, não. É uma espécie de síndrome que acomete vestibulandos de várias caras, tamanhos, sexos, “espécies” e tem influência direta na aprovação ou reprovação no vestibular. Alguns a traduzem como ansiedade; outros, como depressão. Eu a traduzo como “falta de estratégia”. Imaturidade. Entra sabendo que é jogo de perde e ganha, mas já entra derrotado. Se não tomar cuidado, não traçar uma estratégia flexível e exequível, perde a vaga para um concorrente até menos qualificado, mas mais consciente do seu papel.

Na prática, agora é que começa a decisão de fato. Agora, começa o frio na barriga. “É a hora do vamos ver”. É o momento em que o indivíduo tem medo de ser reprovado até mesmo em “exame de fezes”. O imaturo só olha para o passado (chora por tudo o que deixou de fazer) ou para o futuro (olha para o fim do túnel, mas sequer vê o túnel), nunca para o presente (momento em que tudo se decide). Não aprende que é hoje que começa tudo. Se eu não fizer nada hoje, vou fazer quando?

Não precisa ser um gênio para contar quanto tempo falta para enfrentar o “monstro” do vestibular. Em maio, passou da hora de estabelecer uma “estratégia”. Ela se chama REGULARIDADE. Vou repetir: REGULARIDADE. Grosso modo: “Quantas horas, de verdade, você consegue colocar a ‘bunda’ numa cadeira e estudar”. Estudar, mesmo, sem assaltar a geladeira, atender telefone, “viajar na maionese”. Estudar sem enrolar. Quanto tempo? Aí se começa a traçar a tal estratégia.

Observe a sua sala de aula: muita gente, que não estudava nada até agora, começou a estudar forte (baixou a consciência). Muita gente que virava uma noite atrás da outra estudando, “chutou o balde” e agora passa o tempo todo com aquela cara de tédio (fez tudo errado). Faltou ESTRATÉGIA. Aquela que leva em consideração SUAS particularidades. Quem está no terceiro colegial parece cachorro que caiu de mudança. Quem está no cursinho ou parece Prometeu acorrentado: ISTO É MAÍTE.

A “maíte” e a “outobrite” têm sintomas parecidos, são irmãs gêmeas. São o retrato esculpido de quem não entendeu o que é um vestibular e está sentado “esperando a banda passar” ou esperando a cadeira elétrica como naquele filme famoso “À espera de um milagre” ou deu uma de Zeca Pagodinho “Deixa a vida me levar” ou crê que “não dá mais pra segurar, explode coração”.

Falta de estratégia (imaturidade):

1.Você se levanta, atropela a porta do banheiro, olha para a sua cara no espelho, pensa em ir à aula, mas convence a si mesmo de que está doente e volta para a cama.
2.Você acha que toda aula é um saco, todo professor é um chato, não aguenta mais ir à escola. Exercícios, nem pensar. Simulado é como esfinge: decifra-me ou te devoro. E o medo de se testar, de ser devorado?
3.Você mente para si mesmo o tempo todo: no curso de apoio, não entrega a tarefa, pois, com olhos lacrimejantes, diz que tinha muita coisa para estudar na escola e, na escola, diz que não fez os exercícios, porque o curso de apoio deu muitas tarefas.
4.Você mente para todo mundo e para si mesmo, dizendo que não tem tempo para nada, mas não faz nada, só pensa e reclama e só se entende bem com quem só pensa e reclama.
5.Você chora até em propaganda de margarina, até em desenho do Pica-Pau.
6.Você olha para as apostilas e tem ânsia de vômito? Elas estão ali empilhadas e, como em um amor platônico, um não consegue se aproximar do outro?
7.Você entrou em desespero, porque há um caminhão de matérias acumuladas. Você prometeu que colocaria em dia nos finais de semana, mas acabou indo para a “folia” e agora empurra para as férias mesmo sabendo que ninguém estuda nas férias. Aí vem o drama de consciência. Há uma coisa boa nisso. Você descobre que tem consciência.

Sabe por que está sofrendo de “maíte”? Porque você caiu na rotina: ou está pensando na aula, ou se arrumando para a aula ou assistindo à aula, ou até sonhando com a aula. Não é mais um “ser humano”, é apenas um vestibulando. Quem é apenas vestibulando, é como um urso: “Branco, gordo e peludo”.

Resultado: Sem uma estratégia, você começou a cavar sua sepultura.

Pense:

1.O vestibular mudou. Você precisa se atualizar: ler artigos de jornais e revistas, blogs, assistir a filmes, debates, documentários. Isso, às vezes, substitui uma apostila. Atualização significa estar preparado (a) para qualquer prova.
2.Você simula vestibulares em casa com o tempo cronometrado? Aprende com eles ou fica chorando, quando não consegue tirar a nota esperada? O simulado não é o vestibular, não define se você vai passar, mas lhe dá parâmetros: o que estudar mais, o que estudar menos.
3.Você “viaja na maionese” nas aulas e depois quer estudar em casa, porque estuda melhor sozinho (a). Primeiro: está invertendo as coisas, estuda-se na escola, assistindo bem às aulas, em casa apenas se revisa, fazendo exercícios. Segundo: por que é que você paga uma escola, se vai lá apenas para ver a galera? Melhor combinar para encontrá-la em um barzinho.
4.Você já percebeu que, entre a sua teoria e a sua prática, há um fosso? Você vai à aula, faz curso de apoio, “rala” em casa e acha que não vai passar? Se você não vai? Quem vai?
5.Está cansado (a)? Todo mundo está, mas ninguém vence sem estresse, mas, lógico, quando aprende a dominá-lo. O segredo é REGULARIDADE.

SAIA DESSA. HÁ TEMPO SUFICIENTE PARA VOCÊ FAZER O QUE QUISER, DESDE QUE SAIBA O QUE QUER.

Por Luiz Cláudio Jubilato. Educador e diretor do Criar Redação. Professor e especialista em Língua Portuguesa e especialista em vestibulares. criarvest@uol.com.br

 terça-feira, 16 de maio de 2017
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