{"id":3317,"date":"2014-05-09T00:06:19","date_gmt":"2014-05-09T03:06:19","guid":{"rendered":"http:\/\/cursocriar.com\/blogluizclaudio\/?p=3317"},"modified":"2014-05-12T21:39:41","modified_gmt":"2014-05-13T00:39:41","slug":"a-saga-do-comigo-ninguem-pode-ii","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/cursocriar.com\/blogluizclaudio\/2014\/05\/09\/a-saga-do-comigo-ninguem-pode-ii\/","title":{"rendered":"A SAGA DO COMIGO NINGU\u00c9M PODE II"},"content":{"rendered":"<p>Parte 2: A LENDA DO SAPO BARBUDO &#8211; NUNCA NA HIST\u00d3RIA DESSE PA\u00cdS<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(O BOCA DO INFERNO &#8211; 1\/5\/14)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ganhei de todo mundo junto, sem pestanej\u00e1. Dei uma de artilheiro na final. Na cara do gol, enfiei o canudo e a bola entrou. Levantei o trof\u00e9u na cara do sigla de inseticida, do maraj\u00e1, que ca\u00e7ava maraj\u00e1 e tinha me sacaneado na elei\u00e7\u00e3o. Veado. Saiu pela porta dos fundos. Burro. Metido a nordestino. Ferr\u00f4 os nordestino. Se fudeu. O do massacre da serra el\u00e9trica se fudeu tam\u00e9m. O padre, cum jeito de chuchu, dan\u00e7ou que nem peru em v\u00e9spra de natal. Bibi os defunto de um trago s\u00f3. Meti a bola na gaveta, onde a curuja dorme. Juntei us cumpanheru. Tomei &#8220;umas duazinha&#8221;. Vesti uma beca. Ganhei um sapato dos paulista de Franca, apertado que nem a vida. Subi a rampa. Entrei no Planalto. U povo pir\u00f4. Tava mais feliz que pinto no lixo. Se pint\u00f4 de bandera do brasil. Saiu na rua gritano.Tom\u00f4 banho na piscina do pal\u00e1cio burgu\u00eas. Encheu o caneco. Nunca, na hist\u00f3ria desse pa\u00eds, se viu uma &#8220;zona&#8221; t\u00e3o grande. Todo mundo achava que eu ia mand\u00e1 nesse pa\u00eds. Levantei a m\u00e3o do z\u00e9 das minas que j\u00e1 tava de m\u00e3o dada cum z\u00e9 do maranh\u00e3o, que tava de m\u00e3o com u canalheros, que sentava no colo do barbalho. Agora senti que tava mesmo fudido. Us companheiru me puseru na parede, tinha que sent\u00e1 no colo desses cara e chacoalh\u00e1 pra eles se quisesse govern\u00e1. Tinha um tal de Maluf tam\u00e9m que malufava como ningu\u00e9m. infiei as m\u00e3o nos bolso e fiz acordo com ele. Aprendi a melufar. Tive at\u00e9 que malufar o Brasil pra govern\u00e1, que nem juiz ladr\u00e3o que deu o p\u00eanalti que n\u00e3o existiu aos 46 do segundo tempo. Nunca, na hist\u00f3ria desse pa\u00eds, algu\u00e9m malufou tanto como eu. Malufei nos Pampas, em S\u00e3o Paulo, em todo nordeste e noroeste, aonde deu. O partido invent\u00f4 a hist\u00f3ria do FOME ZERO. Como sou trabalhad\u00f4, que num trabalh\u00f4, o mundo inteiro caiu de quatro. S\u00f3 tive de infi\u00e1. At\u00e9 os mendigo caiu. Us companheru subiu. U povo pir\u00f4. Samb\u00f4 que nem a fiel quando o curing\u00e3o \u00e9 campe\u00e3o. O primeiro diploma, que recebi, sem estudar, foi o de presidente da rep\u00fablica. Chorei e fiz todo mundo chor\u00e1. Virei lenda: primeiro trabalhad\u00f4 que num trabalha que vir\u00f4 presidente. Meus cumpanheiru entraru na mardita. Tomaram todas. Dei pros pobre que vot\u00f4 em mim, uma ismola, chamei de bolsa famia. Copiei essa ideia do inseticida, melhorei ela, e da\u00ed? Ampliei esse neg\u00f3cio pros pobre continu\u00e1 votano em mim pra eu ganh\u00e1 tudo quanto \u00e9 elei\u00e7\u00e3o. Pra Mariza tam\u00e9m dei uma bolsa, mais era a tal da Prada. Me disseru qui era boa. Eu s\u00f3 cunhecia mesmo era prata, cascalho, bufunfa. Era cara pra cassete essa tal de Prada, mais n\u00e3o tinha pobrema, n\u00e3o era eu mesmo que ia pag\u00e1. Pros companheiru dei bolsas tam\u00e9m: bolsa minist\u00e9rio, bolsa conselheiro, bolsa aspone, bolsa aspone do aspone. Deitei e rolei. Os cara ajuelhava pra eu pass\u00e1. Pros inimigo de agora, montei outros minist\u00e9rio menor. Eles num gostaro muito, queria mais, mais riru at\u00e9 o canto da boca. Dava pra bot\u00e1 a m\u00e3o no monte, sem reclam\u00e1. Para a patuleia, o povar\u00e9u, o populacho, \u00a0num queria nem sab\u00ea. S\u00f3 desconfiaru quando sentei, di cumfor\u00e7a no colu dos z\u00e9, dono das igreja, e do z\u00e9, dono do maranh\u00e3o. Us pol\u00edtico de carteirinha assinada me ensinaru que valia tudo em nome da tal de governabilidade. Nunca, na hist\u00f3ria desse pa\u00eds, ningu\u00e9m sent\u00f4 e chacoalh\u00f4 tanto quanto eu. U pobrema \u00e9 que us companheiru ficaro guloso, come\u00e7aro a met\u00ea a m\u00e3o no monte. Quem nunca viu fil\u00e9 minhon, quando v\u00ea, n\u00e3o cum\u00ea carne de pesco\u00e7o, n\u00e9. Ainda mais cum a porta do galinheiro aberta. Nunca, na hist\u00f3ria desse pa\u00eds, ningu\u00e9m meteu tanto a m\u00e3o no monte que nem eles. Tudo que eles via pela frente, ia pra cueca, pra num d\u00e1 na pinta. Quem era pego, virava aloprados e doido ningu\u00e9m prende, leva pra trat\u00e1. Come\u00e7aro a cham\u00e1 o robo de &#8220;mensal\u00e3o&#8221;. \u00c9 mentira. Mentira das barba. Mentira das grossa. Esse tro\u00e7o nunca existiu. Robaro dentro de v\u00e1rios m\u00eas. Dentro de v\u00e1rios anos. Por que chamaro de mensal\u00e3o? Mensal\u00e3o, n\u00e3o! Se fosse semestral\u00e3o, anual\u00e3o, at\u00e9 que eu aceitava.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parte 2: A LENDA DO SAPO BARBUDO &#8211; NUNCA NA HIST\u00d3RIA DESSE PA\u00cdS &nbsp; (O BOCA DO INFERNO &#8211; 1\/5\/14) &nbsp; Ganhei de todo mundo junto, sem pestanej\u00e1. Dei uma de artilheiro na final. Na cara do gol, enfiei o canudo e a bola entrou. 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