{"id":145,"date":"2014-07-01T18:33:12","date_gmt":"2014-07-01T21:33:12","guid":{"rendered":"http:\/\/cursocriar.com\/artigos\/?p=145"},"modified":"2014-07-01T18:33:12","modified_gmt":"2014-07-01T21:33:12","slug":"meus-queridos-as-vestibulandosas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/cursocriar.com\/blogluizclaudio\/2014\/07\/01\/meus-queridos-as-vestibulandosas\/","title":{"rendered":"Meus queridos (as) vestibulandos(as),"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\n\t<span style=\"line-height: 1.6em\">O que vou dizer aqui, admito, muitos de voc&ecirc;s j&aacute; ouviram pessoalmente de mim. Contudo, em fun&ccedil;&atilde;o de aspectos importantes e esclarecedores atuais, a repeti&ccedil;&atilde;o n&atilde;o caracterizar&aacute; excesso.&nbsp;<\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tMuitos de voc&ecirc;s sabem (pois j&aacute; comentei) que tive uma oportunidade &iacute;mpar por poder atuar com Jornal anteriormente (mais precisamente no meio de minha vida universit&aacute;ria), escrevendo colunas semanais.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tO fato &eacute; que, em certa ocasi&atilde;o, na reda&ccedil;&atilde;o, o redator chefe do Jornal em quest&atilde;o (evidentemente, sabendo que eu era estudante de psicologia) me ensinou algo que nunca mais deixei de aplicar em minha vida, principalmente, profissional. Suas palavras foram: &quot;Saiba que os melhores textos que escrever&aacute; aqui, bem como, os melhores atendimentos que realizar&aacute; como psic&oacute;logo, n&atilde;o ocorrer&atilde;o, unicamente, com base no que aprendeu em conte&uacute;dos t&eacute;cnicos, mas, sim, acontecer&atilde;o a partir do que for capaz em observa&ccedil;&atilde;o de mundo&quot;.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tParece &oacute;bvio, n&atilde;o &eacute;? Mas, nem tanto. A cada leitura (de qualquer fonte), a cada &aacute;udio, a cada conversa, em cada olhar, a cada caminhada na rua, procuro perceber os movimentos presentes. Desse modo, na &uacute;ltima semana, no jogo da sele&ccedil;&atilde;o brasileira contra a sele&ccedil;&atilde;o chilena, um fato ocorreu e, a partir do mesmo, posso reapresentar um conceito, agora na pr&aacute;tica, a todos voc&ecirc;s. Claro que voc&ecirc;s j&aacute; devem, nesse momento, deduzir com certa facilidade sobre o qu&ecirc; estou falando, bem como, j&aacute; devem ter visto ou lido an&aacute;lises de n profissionais sobre o fato &#8230; Mas, nesse texto, me direciono a voc&ecirc;s! Falo sobre a rea&ccedil;&atilde;o emocional de nossos jogadores. Contudo, n&atilde;o exatamente sobre o choro testemunhado (que n&atilde;o passa de uma rea&ccedil;&atilde;o de tentativa de regula&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica e ps&iacute;quica), mas, sobre o quer &eacute;, verdadeiramente, combust&iacute;vel para aquela efus&atilde;o emocional. Naturalmente, s&atilde;o v&aacute;rios os aspectos que podem ser analisados a partir do ocorrido (culturais, &eacute;tnicos, &iacute;ntimos, etc&#8230;) e, por isso, n&atilde;o entrarei em alguns desses m&eacute;ritos.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tNa medida que sempre definimos a analogia entre Vestibular e competi&ccedil;&otilde;es esportivas de alta performance, vou citar, apenas, o seguinte: perceberam o quanto &eacute; prejudicial para a sa&uacute;de mental imposi&ccedil;&otilde;es irrealistas e precipitadas??? Voc&ecirc;s podem se questionar: &quot;Como assim?&quot;. Pois bem. Lembrem-se de discursos vindos da pr&oacute;pria comiss&atilde;o t&eacute;cnica e, por que n&atilde;o dizer, comportamentos n&atilde;o-verbais oriundos da pr&oacute;pria popula&ccedil;&atilde;o brasileira estabelecendo como obriga&ccedil;&atilde;o antecipada a conquista do t&iacute;tulo mundial pela nossa sele&ccedil;&atilde;o. Trai&ccedil;oeiramente, havendo um esquecimento geral que mais 31 sele&ccedil;&otilde;es estariam na disputa, bem como todas outras quest&otilde;es. L&oacute;gico que sabemos da qualidade t&eacute;cnica de nossos jogadores (como eu sei da qualidade t&eacute;cnica de cada um de voc&ecirc;s). Entretanto, querer garantir t&iacute;tulo (ou vaga universit&aacute;ria) a partir, somente, dessa t&eacute;cnica (ou do fato de jogar em casa, etc&#8230;) &eacute;, no m&iacute;nimo, irrealista e n&iacute;tido desrespeito a todos os outros elementos que circulam no ambiente competitivo, os quais influenciam, fortemente, os resultados finais. O que aconteceu com nossos jogadores se tornou um exemplo claro da desvaloriza&ccedil;&atilde;o dos processos de evolu&ccedil;&atilde;o e seus elementos (dedica&ccedil;&atilde;o, empenho, comprometimento, treino, admiss&atilde;o de falhas&#8230;) em prol de uma supervaloriza&ccedil;&atilde;o de resultados: o t&iacute;tulo! Afinal, aqueles choros todos, possivelmente, explicitam o que nossos atletas guardam em si: medo de se tornarem &quot;goleiros Barbosas em condena&ccedil;&atilde;o perp&eacute;tua&quot;, como se tal goleiro fosse motivo de vergonha por ter conseguido figurar em um time que ficou entre os quatro melhores do mundo na ocasi&atilde;o.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tQueridos(as)!!! Sejam tamb&eacute;m sens&iacute;veis aos fatos que ocorrem ao redor de todos voc&ecirc;s e bebam do que os mesmos podem oferecer de mais construtivo: aprendizado! Aprendam, definitivamente, que o papel de todos voc&ecirc;s &eacute; viv&ecirc;ncia real e l&uacute;cida do vestibular, o que significa tentativa\/ aperfei&ccedil;oamento, tentativa\/ aperfei&ccedil;oamento, tentativa\/ aperfei&ccedil;oamento&#8230;&Oacute;bvio que todos sabemos o quanto querem suas vagas nas universidades! Mas, acima de tudo, pessoalmente eu desejo que cada um de voc&ecirc;s assimile seu valores pela execu&ccedil;&atilde;o e percep&ccedil;&atilde;o de seu esfor&ccedil;o e verdade &iacute;ntima&#8230;Da&iacute; sim, ir&atilde;o elaborar, saudavelmente, qualquer resultado que for.\n<\/p>\n<p>\n\tBeij&atilde;o no cora&ccedil;&atilde;o de todos voc&ecirc;s!\n<\/p>\n<p>\n\t&nbsp;\n<\/p>\n<p>\n\tMarcelo Filipecki\n<\/p>\n<p>\n\tPsic&oacute;logo\n<\/p>\n<p>\n\t&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que vou dizer aqui, admito, muitos de voc&ecirc;s j&aacute; ouviram pessoalmente de mim. 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